Fitoterapia na nutrição

A natureza oferece recursos poderosos — e a ciência está cada vez mais atenta a eles.

A fitoterapia é o uso de plantas medicinais com finalidade terapêutica, e sua integração à nutrição clínica tem crescido de forma significativa nas últimas décadas. Longe de ser apenas um resgate de práticas ancestrais, trata-se de uma abordagem reconhecida pela Anvisa e respaldada por estudos científicos que investigam os compostos bioativos presentes em ervas como cúrcuma, gengibre, erva-cidreira, camomila e tantas outras.

Além disso, esses compostos — entre eles os flavonoides, terpenoides e alcaloides — podem contribuir para processos como a modulação inflamatória, o equilíbrio da microbiota intestinal e o suporte ao sistema imunológico. Por exemplo, a cúrcuma contém curcumina, substância amplamente estudada por seu potencial anti-inflamatório. No entanto, sua absorção pelo organismo é limitada quando consumida isoladamente, sendo necessária a combinação com piperina — presente na pimenta-preta — para potencializar seus efeitos.

Portanto, a automedicação com plantas, mesmo que pareça inofensiva, pode trazer riscos reais. Algumas ervas apresentam interações com medicamentos ou contraindicações específicas. Dessa forma, a orientação de um nutricionista é indispensável para garantir que o uso fitoterápico seja seguro, individualizado e verdadeiramente eficaz.

Dica prática: inclua o gengibre fresco nas refeições do dia a dia. Igualmente acessível e versátil, ele pode ser adicionado a chás, sucos e preparações quentes. Ainda assim, converse com seu nutricionista antes de utilizá-lo com regularidade, especialmente se você faz uso de anticoagulantes.

Consequentemente, unir ciência e natureza é possível — e quando feito com responsabilidade, os resultados para a saúde podem ser expressivos.

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